sábado, 6 de junho de 2015

SÚPLICA

Toda vez  que te vejo
Em compasso de alegria
Meu coração me sufoca
Em tons de sinfonia

Raios de luz colorida
Cheiro de flores
Tato de pele sedutora
E a ternura subindo...

Toda vez  que te afastas
Fico torturas sofrendo
Final de todas as festas
Sem rumo, quase morrendo

Peço nos olhos, na voz, nos sentidos
Volta... fica comigo
Cada momento contigo
Resume –se  toda  minha  vida





sexta-feira, 29 de maio de 2015

POR QUE?

POR QUE?

Por que essa violência
Tão esparramada
Que nos tocaia na rua,
No bairro, cidade
Deixando nossa alma tão nua
Paralisada e sem reação?

Por que essa epidemia
Essa falta de empatia
Que não nos aproxima,
Nos torna desconfiados
Indiferentes à uma boa ação?

Por  que essa desigualdade
Que impõe gestos, palavras,
Ofensas humilhantes e
Torna uns e outros tão distantes?

Culpa da Mídia, da Net,
Das Redes Sociais?
Nossos lares são invadidos
Por cenas terríveis,
Maldades chocantes
Que revoltam o povo e
Geram destruições...

Mas, também, vemos
Descobertas e conquistas
Que nos levam a um futuro
Inimaginável,quase irreal...

É necessário deixarmos claro
Que a TELA é reflexo,
ESPELHO da nossa realidade,
Criada com ação e liberdade
Expõe o nosso tempo 
(Nosso pobre tempo atual)
Para evoluirmos precisamos
Diminuir a DESIGUALDADE
Eliminarmos as DIFERENÇAS
EDUCAR,HUMANIZAR.
Olhar e falar com o coração!





segunda-feira, 25 de maio de 2015

PAZ

PAZ

Tua bandeira de paz
Era uma rosa na mão
Sério e risonho,
Gestos sem fala
Te aproximaste...
Á medida que nos
Olhávamos
As defesas caíam
Sentia tua respiração
E sentias minha aceleração
Tão próximos...

O que fizemos com a rosa?... 

terça-feira, 5 de maio de 2015

NUVEM

Aonde vais com
Esse pesado fardo
De sonhos
Que tornam teus passos
Tão pequenos?

Aonde vais com
Esse volume
Tão grande de saudade
Que tornam teu corpo
Tão encurvado?

Aonde vais com esse
Cântaro de lágrimas
Que embaciam teus olhos
E borram o caminho?

Aonde vais com
Essa quantidade de
Dias vividos que
Gastam teus ossos
E pesam teu corpo?

Vou leva-los para
A NUVEM e, quem sabe,
Ao voltar reencontre
Sol e luz na minha casa
Vazia de risadas e esperança...


  

sábado, 18 de abril de 2015

ENCRUZILHADA

               


Em qual lugar escondeu-se minha alegria,
Que canto perdido meu sorriso aprisionou?
Qual quimismo embaciou meus olhos,
Onde está meu desejo de viver?


Vem-me lágrimas  tantas,
Sentidas, doídas,
Pedras a pesar na vida
Sufocando meu bem querer


Onde a seta para indicar a direção?
Onde o bastão para apoiar a minha mão?
Onde o agasalho da alma,
Onde a paz, o repouso e a calma?


Vou sofrendo, chorando
Inerte, incapaz, angustiada,
A alma cheia de pedras, cimento, lágrimas
Erguida em monumento, bandeira desfraldada
Retalhada em trapos,
Desafiando a dor e pela mesma  dor
devorada!




sábado, 11 de abril de 2015

CIDADANIA


Ressaltemos nossos direitos
Civis e políticos:
Somos todos iguais
Mesmo que não concordemos
Mesmo que não o aceitemos
.
Você me ouve e eu o escuto
É difícil ouvir o que digo?
A mim, também, me parece
Bizarro o que você falou...
Pois são muitas as cabeças
E múltiplas as sentenças...
Em atos, nos trajes
Esportes e distrações
Somos nossos próprios patrões.
Aceitando tais diversidades
Daríamos um grande passo
E, próximos íamos ficar...
Mas, a corda vai esticando
E a alma pede passagem
Vem de mãos dadas
Com a bondade
Sorrindo humanidade...
Pede raça,religião,gênero
E classe sem adversidade
E convívio com sociabilidade
Mas...Também vem a
(atualmente tão rara)
Integridade.Traz a face
Marcada,desalinhada,
Com feições de um Cerveró,
A casmurrice de um Duque e
A vergonhosa confissão de um Barusco
E a vestimenta de cordeiro de um Tofolli
Assim o que podemos esperar?
São centenas de aproveitadores
Na política e postos do governo
Por pura sacanagem.
Deixaram-nos em desvantagem.
Cansados, juntamos forças,
Reclamamos, PEDINDO
Justiça, Punição, Renovação.
E vamos de novo, PRA RUA exigir
CONSERTEM o GOVERNO
REPONHAM O ROUBO
PUNAM OS CULPADOS

REERGAM A NAÇÃO!

segunda-feira, 6 de abril de 2015

PRETEXTO



Ao entardecer
A saudade me domina
Os olhos se entristecem
A voz, na garganta, enrouquece
Na cabeça, idéias mil...

Eu terra, penso na flor
Que desabrocha silenciosa
E se torna esplendorosa
Quando se veste de cor...

E eu, livre, penso no pássaro
Mestre e rei sulcando os ares
Liberdade mostrando aos homens
Sem limites e sem horizontes
E que a paz e o amor
Também são asas para voar

Ou, amorosa, penso no dia
Que chega, menino faceiro
Cheio de luz e vida
Pincelando o amanhecer
Deita tarde, já senhor,
Abraçado a noite,
Qual amante ofegante
Até a exaustão total

A flor,
O pássaro,
O dia e a noite
Nada mais são
Do que mera associação
Para em ti, eu pensar...