quarta-feira, 18 de março de 2015

E AGORA DILMA?




E AGORA DILMA?


Avenida Paulista.
No início eram poucos.
Talvez uma marolinha
Mas, tornaram-se  um milhão,
Um verdadeiro Furacão...

Sós ou em grupos familiares
Portando cartazes manuais
Criaram um brado tão abrangente
Pedindo  novo governo e o
FIM da CORRUPÇAO

E a imagem verde-amarelo,
Como uma onda gigante
Banhou toda a NAÇÃO

Não dá para desqualificar
Foi  MUUUUITA gente
Descontente com a
POLÍTICA
ECONOMIA
ENERGIA e com a
C O R R U P Ç Ã O

E agora DILMA?
Não dá mais para desculpar
 Com a crise mundial
Ou crise na energia

Nem atiçar pretos contra brancos
Ou jogar pobres contra ricos
O movimento nas ruas
Trouxe o POVO, simplesmente,
O  POVO todo para as ruas...
E agora DILMA?

É preciso garimpar soluções...

terça-feira, 10 de março de 2015

A PALAVRA



Nasce no entendimento
Ou no coração?
No berço , chorando o alimento
Ou no balbucio ganha expressão?

Soa doce na delicadeza,
Ácida no desprezo
No racismo é encardida
Mas clara na educação.
Lâmina , ditando ódio,
Branca na fraternidade
E iluminada no amor.
Incoerente no insano
Tropeça no hesitante
E até grita na dor...

Hoje, no mundo,
A palavra parte e reparte
Com sotaque de dinheiro
Coberta que não cobre por inteiro
Ou é raposa em galinheiro...

Palavra, palavra ,palavras,
Precisam ser pontes unindo
Vozes interagindo...
Cante, ore,fale
Mas as diga com sentido
Alcance o outro e
Exagere na palavra perdão...






domingo, 28 de dezembro de 2014

FELIZ ANO NOVO




                           FELIZ ANO NOVO

Que no dia de hoje
Ou, em algum ontem da vida,
Haja o registro de
Um beijo carinhoso
Sorrisos que cativam
Mãos que se apertam
Passos que aproximam...


O descanso que repousa,
Portas que se abrem
A vigília que termina
Convívio com crianças,
Água, bastante água,
Espelhando o céu
E a claridade, sem rival,
Do nosso sol!

Saúde, bom humor, alegria
E um Ano Novo com companhia!

E a noite seguirá o dia
Que antecede a noite e
A vida continua...



quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

PAPAI NOEL



Papai Noel bondoso viajante
De barba branca,
De riso franco e mãos tão pródigas,
Que conquistas fácil o coração
Das crianças,
Olha bem além de teus
Espaços coloridos
As casas de quartos escurecidos,
Os silêncios profundos
Nessa tua viagem volta ao mundo.
E verás lágrimas que avermelham
Rostos, apertos de corações
Solitários e mãos sem nenhum
Contato solidário,
Lá, onde as horas se arrastam
E o silêncio é vazio de estalos...
Polvilha, no teu noturno rastro
Um tanto de energia e os faz
Sentirem-se outra vez crianças...
E lhes devolve, nesse dia, a fé,
A confiança e a alegria...
Teu trenó, não retornará vazio:
Carregado com pinceladas de ternura
Poderás compor novas cores
Na tua fábrica de sonhos e poesia...


quarta-feira, 26 de novembro de 2014

ESPERANÇA


Eu não sei se fui feliz
Ou sou feliz
Não sei...

Esperanças e desilusões se somaram
E em lágrimas desaguaram
E o que restou
Foi a desilusão...

Se houver conserto nesta alma
Sopre um vento de bonança
Voe a saudade, seque-se a lágrima
Volte o sorriso e a confiança

E, em podendo

Sobre intacta toda a esperança...

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

VOLTEI ÁS ORIGENS





Voltei ás minhas origens
E fostes o chão e as raízes
Fostes rede, fostes   ninho
E aí me aconcheguei

Teu abraço manta e agasalho
Sob o qual me protegi
Teus lábios só ternura
E com ela me cobri

Do suor veio atração
Que uniu mão na mão
E o momento fez-se tempo
E riscou  o  coração...

Inebriada me tornaste
Fostes a terra
O pasto,
O verde dos campos
Fostes o céu

E entre esses limites
Me abriguei...

A noite vestiu-se de aurora
E a minha alma
Vagou pelas extensões
Infinitas do sonho

Divaguei...
Em mim estás
Em ti fiquei.
.
     




sábado, 18 de outubro de 2014

OS JACARANDÁS


        
Afloraram os jacarandás
De mãos dadas pelas ruas
Debruçados nas calçadas
Tapete roxo pelo chão...

Beleza tão singela
Chegaste às minhas janelas
Brotaste de repente
Vestido de Primavera

Mas a chuva inclemente,
No outro dia, as flores levou
Como sonhos impossíveis
Que o tempo descartou...

E esse enlevo desmedido,
Que se estende no fundo da gente
É a saudade de uma semente
Que plantamos e não vingou...